A escolha do método contraceptivo ideal é uma decisão que envolve vários fatores, como a necessidade de prevenção da gravidez a longo prazo, efeitos colaterais e preferências pessoais. Entre as opções disponíveis, o Dispositivo Intrauterino (DIU) e o Implante Hormonal são considerados altamente eficazes e práticos, proporcionando proteção prolongada com uma taxa de falha extremamente baixa.

– DIU (Dispositivo Intrauterino)

O DIU é um pequeno dispositivo inserido diretamente no útero e pode ser classificado em duas categorias principais: hormonal e não hormonal. Cada um deles possui características específicas que influenciam a escolha da paciente, levando em conta sua história médica, o histórico ginecológico, o estilo de vida e as preferências pessoais.

Dra Talyta Vasconcelos é ginecologista e obstetra com mais de 10 anos de experiência
- Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
- Mestre em Tecnologia e Saúde
- Especialista em Laserterapia e radiofrequência vaginal
- Pós-graduação em Sexualidade
- Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande- PB

Quem sou eu?
Com muito carinho, venho me apresentar: sou a Dra. Talyta Vasconcelos!
É com alegria que compartilho minha trajetória. Sou graduada em Medicina pela renomada Universidade Federal de Campina Grande – PB e tive a satisfação de concluir minha residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena – PE. Além disso, fui agraciada com a oportunidade de realizar meu Mestrado em Tecnologia em Saúde pela UEPB – PB.
Atualmente, me dedico a compartilhar minha paixão pelo cuidado e pela saúde da mulher como professora substituta na disciplina de Ginecologia na Universidade Federal de Campina Grande – PB. No meu consultório, atuo na ginecologia geral, focando nas cirurgias ginecológicas e em métodos contraceptivos de longo prazo, como dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, além das cirurgias estéticas íntimas.
Estou aqui para cuidar da sua saúde íntima com todo o carinho, atenção e delicadeza que você merece. Vamos juntas nessa jornada!
Áreas de Atuação
Além de realizar consultas e exames de rotina ginecológica para mulheres de todas as idades, a Dra Talyta tem experiência nas seguintes áreas:
- Tratamento do HPV
- Cirurgias ginecológicas
- Laser íntimo
- Implante hormonal contraceptivo
- Inserção de DIU hormonais e não-hormonais
- Tratamento da menopausa
- Sexualidade Humana
- Prevenção e tratamento de câncer do colo do útero
Além disso, a Dra. Talyta realiza os exames de Papanicolau e Colposcopia em seu consultório:

Processo de Inserção do DIU
A inserção do DIU é um procedimento rápido, realizado em consultório médico por um profissional de saúde. Antes da inserção, é feita uma avaliação clínica e os exames para garantir que não haja contraindicações. O procedimento segue os seguintes passos:
- Avaliação Médica: O profissional realiza um exame ginecológico e pode solicitar exames como ultrassom pélvico/ transvaginal.
- Posicionamento da Paciente: A mulher é posicionada de maneira semelhante ao exame ginecológico.
- Dilatação do Colo Uterino: Em alguns casos, pode ser necessário o uso de um dilatador para facilitar a inserção.
- Histerometria: é realizada a medição do comprimento da profundidade do útero com o uso de um utensílio médico chamado histerômetro.
- Inserção do DIU: O dispositivo é introduzido no útero com auxílio de um aplicador específico.
- Ajuste do fio: é realizado o corte do fio do diu deixando cerca de 2 centímetros para fora do colo uterino.
- Verificação: Após a colocação, pode ser realizado um ultrassom para confirmar o posicionamento correto.
- Cuidados Pós-procedimento: Podem ocorrer cólicas e pequenos sangramentos nos primeiros dias, sendo recomendado repouso leve e o uso de analgésicos, se necessário.
Tipos de DIU
1. DIU de Cobre
O DIU de cobre é um método não hormonal, adequado para mulheres que desejam evitar o uso dos hormônios sintéticos. Esse dispositivo é revestido de cobre, o que gera uma reação inflamatória no endométrio, impedindo a fertilização e dificultando a movimentação dos espermatozoides no útero.

Contraindicação: Mulheres alérgicas ao cobre ou com tendência a sangramentos excessivos.
Duração: Até 10 anos.
Taxa de falha: Variando entre 0,6% e 0,8%.
Efeitos colaterais: Possível aumento do fluxo menstrual e cólicas mais intensas nos primeiros meses após a inserção.
Indicação: Mulheres que desejam um método eficaz sem influência hormonal.
2. DIU de Prata
O DIU de prata é uma evolução do DIU de cobre, possuindo um núcleo de prata que estabiliza o cobre e reduz o risco de fragmentação do material. Esse modelo também apresenta uma menor incidência de cólicas e fluxo menstrual intenso.

- Duração: Até 5 anos.
- Benefícios: Menor impacto sobre o ciclo menstrual quando comparado ao DIU de cobre.
- Indicação: Mulheres que desejam um método não hormonal, mas com menos efeitos colaterais que o DIU de cobre.
3. DIU Hormonal (Sistema Intrauterino com Levonorgestrel)
O DIU hormonal é um sistema intrauterino que libera doses diárias de levonorgestrel, um tipo de progesterona sintética. Ele impede a ovulação, reduzindo a espessura do endométrio e aumentando a viscosidade do muco cervical, o que dificulta a passagem dos espermatozoides.

- Duração: Até 5 anos.
- Taxa de falha: Aproximadamente 0,2%.
- Efeitos colaterais: Pode causar alterações menstruais, como redução do fluxo ou ausência de menstruação, além de dores de cabeça, sensibilidade nas mamas, acne, alterações de humor e retenção de líquidos.
- Indicação: Mulheres que desejam um método hormonal de longa duração, especialmente aquelas com fluxo menstrual intenso.
O DIU hormonal é um dos métodos mais eficazes, amplamente indicado para mulheres que desejam um controle maior sobre o ciclo menstrual além da contracepção.
O DIU é amplamente reconhecido como um dos métodos contraceptivos mais seguros e eficazes disponíveis, sendo adequado para mulheres que buscam uma opção de longa duração e baixa manutenção.
Implante hormonal
O implante hormonal é um pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço, que libera continuamente um hormônio progestágeno. Ele é um dos métodos mais eficazes para evitar a gravidez, possuindo uma taxa de falha extremamente baixa.

- Duração: Até 3 anos.
- Taxa de falha: Cerca de 0,05% ao ano, comparável à laqueadura tubária.
- Modo de aplicação: Inserção em ambiente ambulatorial com anestesia local.
- Benefícios: Método discreto e prático, sem necessidade de manutenção constante.
Processo de Inserção do Implante Hormonal
O implante hormonal é inserido por um profissional de saúde em um procedimento simples e rápido, seguindo os seguintes passos:
- Avaliação Médica: O médico avalia se há contraindicações para o uso do implante.
- Preparo do Local: A área do braço onde o implante será colocado é higienizada e anestesiada.
- Inserção: Com um aplicador especial, o implante é posicionado sob a pele, geralmente na parte interna do braço.
- Verificação: O médico certifica-se de que o implante foi corretamente inserido.
Cuidados Pós-Procedimento: O local pode ficar sensível por alguns dias, sendo recomendado evitar impactos na região.
Efeitos Colaterais do Implante Hormonal
Apesar da alta eficácia, algumas mulheres podem experimentar efeitos adversos:
- Alterações no peso corporal (geralmente leve aumento);
- Oleosidade na pele e acne;
- Aparecimento de manchas na pele;
- Dores de cabeça;
- Mudanças de humor;
- Redução da libido.
Os efeitos colaterais variam conforme a resposta individual ao hormônio, tendendo a diminuir com o tempo.
Como escolher entre DIU e implante hormonal?
A decisão entre DIU e implante hormonal deve ser baseada em uma avaliação médica detalhada, considerando fatores como histórico de saúde, efeitos colaterais e preferências pessoais. Algumas diretrizes incluem:
- DIU de Cobre: Melhor opção para mulheres que não desejam hormônios e toleram bem um fluxo menstrual mais intenso.
- DIU de Prata: Alternativa ao DIU de cobre, com menor impacto no ciclo menstrual.
- DIU Hormonal: Indicado para mulheres com fluxo intenso ou cólicas frequentes, pois pode reduzir ou eliminar a menstruação.
- Implante Hormonal: Ideal para quem deseja um método discreto e de alta eficácia, sem necessidade de manutenção frequente.
Ambos os métodos oferecem proteção prolongada e segura, permitindo que as mulheres tenham maior autonomia sobre sua saúde reprodutiva. Consultar um profissional de saúde é essencial para garantir a escolha do método mais adequado a cada perfil.
O DIU (Dispositivo Intrauterino) não é considerado um método contraceptivo abortivo porque sua principal ação ocorre antes da implantação do embrião no útero. Para entender essa afirmação, é fundamental compreender a definição de aborto e os mecanismos de ação do DIU.
1. O que é aborto?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aborto ocorre quando há interrupção da gravidez após a implantação do embrião no endométrio (revestimento interno do útero), resultando na sua expulsão. Portanto, qualquer método que impeça a fecundação (união do espermatozoide com o óvulo) ou a implantação do embrião antes do início da gestação não pode ser considerado abortivo.
2. Como o DIU funciona?
O DIU atua de diferentes maneiras, dependendo do seu tipo:
–DIU de Cobre
- Ação espermicida: O cobre cria um ambiente hostil para os espermatozoides, impedindo que alcancem e fertilizem o óvulo.
- Modificação do endométrio: O revestimento uterino se torna inadequado para a implantação, mas isso ocorre antes da gravidez ser estabelecida.
- Efeito inflamatório: O DIU desencadeia uma resposta inflamatória local, dificultando ainda mais a fertilização.
–DIU Hormonal (Levonorgestrel)
- Espessamento do muco cervical: O muco se torna mais espesso, dificultando a entrada dos espermatozoides no útero.
- Inibição da ovulação (em alguns casos): Algumas mulheres deixam de ovular, impossibilitando a fecundação.
- Modificação endometrial: O endométrio se torna mais fino, dificultando a fixação do embrião caso a fecundação ocorra, mas sem interromper uma gravidez já estabelecida.
3. Por que o DIU não é abortivo?
- Não interfere em uma gravidez já existente: O DIU não interrompe uma gestação confirmada, apenas impede que ela ocorra.
- Age antes da implantação do embrião: Nenhuma gestação começa antes da fixação do embrião no útero, e o DIU age antes dessa etapa.
- Sem efeito após a nidação: Se um embrião já estiver implantado, o DIU não tem efeito para expulsá-lo, ou seja, não causa aborto.
4. Evidências científicas
Estudos indicam que a ação primária do DIU ocorre antes da fecundação. Isso significa que a gravidez não chega a ocorrer, pois o espermatozoide não consegue alcançar e fertilizar o óvulo na maioria dos casos. Em raras situações em que a fecundação acontece, o endométrio modificado pode dificultar a implantação, mas essa fase ainda não é considerada uma gestação.
Conclusão O DIU previne a gravidez antes que ela ocorra e não tem efeito sobre uma gestação já estabelecida. Portanto, não é um método abortivo. Seu mecanismo de ação é contraceptivo e visa evitar a fecundação e a implantação, sem interferir em um embrião já implantado no útero.
Leia também:
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