Dra. Talyta Vasconcelos – Ginecologia 40+ | Cirurgias íntimas em Campina Grande- PB

pessoa com lesão herpética em região da boca

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por um vírus que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de ser uma condição comum, ainda é cercada por desinformação, estigmas e receios.

Este artigo tem como objetivo explicar, de forma clara e acessível, o que é o herpes genital, como ele se manifesta, de que forma é transmitido, quais são os tratamentos disponíveis e como conviver com o diagnóstico de maneira saudável e segura.

Qual o profissional capacitado para tratar a infecção por herpes?

Os médicos ginecologista, infectologista e urologista são os profissionais capacitados para o acompanhamento e o tratamento das crises de herpes.

Se você está com suspeita de herpes genital, você deve se consultar com a Dra. Talyta Vasconcelos, médica ginecologista.

Em sua consulta particular, a Dra. Talyta te deixará à vontade para relatar as suas queixas e tirará todas as suas dúvidas de maneira calma e sem pressa, em um ambiente acolhedor e livre de julgamentos.

dra Talyta Vasconcelos ginecologista

Dra Talyta Vasconcelos é médica ginecologista com mais de 10 anos de experiência

-Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

-Mestre em Tecnologia e Saúde pela UEPB

-Especialista em laserterapia e radiofrequência íntima

-Pós-graduação em Sexualidade

-Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande- PB

Áreas de Atuação

Além de realizar consultas e exames de rotina ginecológica para mulheres de todas as idades, a Dra Talyta tem experiência nas seguintes áreas:

Rejuvenescimento íntimo

Tratamento do HPV

Cirurgias ginecológicas

Laser íntimo

Implante hormonal contraceptivo

Inserção de DIU hormonais e não-hormonais

Tratamento da menopausa

Prevenção e tratamento de câncer do colo do útero

Além disso, a Dra. Talyta realiza os exames de Papanicolau e Colposcopia em seu consultório

Quem sou eu?

Com muito carinho, venho me apresentar: sou a Dra. Talyta Vasconcelos! 

É com alegria que compartilho minha trajetória. Sou graduada em Medicina pela renomada Universidade Federal de Campina Grande – PB e tive a satisfação de concluir minha residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena – PE. Além disso, fui agraciada com a oportunidade de realizar meu Mestrado em Tecnologia em Saúde pela UEPB – PB.

Atualmente, me dedico a compartilhar minha paixão pelo cuidado e pela saúde da mulher como professora substituta na disciplina de Ginecologia na Universidade Federal de Campina Grande – PB. No meu consultório, atuo na ginecologia geral, focando nas cirurgias ginecológicas e em métodos contraceptivos de longo prazo, como dispositivos intra-uterinos e implantes hormonais, além da rejuvenescimento íntimo.

Estou aqui para cuidar da sua saúde íntima com todo o carinho, atenção e delicadeza que você merece. Vamos juntas nessa jornada!

O que é o herpes genital?

O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples (HSV, do inglês Herpes Simplex Virus), que pode se apresentar em duas formas:

-HSV-1

-HSV-2

O HSV-1 é mais comumente associado ao herpes labial, mas também pode causar infecções genitais.

O HSV-2, por sua vez, está geralmente ligado aos casos de herpes genital, embora ambos os tipos possam ser encontrados em diferentes partes do corpo.

Uma vez que a pessoa é infectada pelo vírus, ele permanece no organismo por toda a vida. O vírus pode ficar inativo por longos períodos e reativar-se ocasionalmente, provocando novos episódios com sintomas mais leves do que o surto inicial. A infecção não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com medicamentos e cuidados específicos.

Como o herpes genital é transmitido?

O herpes genital é transmitido principalmente por meio do contato pele a pele durante atividades sexuais, incluindo sexo vaginal, anal ou oral. A transmissão pode ocorrer mesmo quando a pessoa infectada não apresenta lesões visíveis ou sintomas aparentes.

As formas mais comuns de transmissão incluem:

  • Contato direto com lesões herpéticas.
  • Contato com mucosas (como boca, pênis, vagina ou ânus).
  • Compartilhamento de brinquedos sexuais sem a devida higienização.

Importante: mesmo na ausência de feridas ou sinais visíveis, o vírus pode estar presente na pele e ser transmitido. Esse fenômeno é chamado de: eliminação viral assintomática.

Sinais e sintomas

Os sintomas do herpes genital variam de pessoa para pessoa. Muitas pessoas infectadas podem não apresentar sintomas por longos períodos, o que torna o diagnóstico mais difícil e a transmissão mais frequente.

Primeira infecção (episódio inicial)

A primeira manifestação da doença costuma ser mais intensa e pode surgir de 2 a 12 dias após a exposição ao vírus. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Pequenas bolhas agrupadas na região genital, anal ou ao redor dessas áreas.
  • Dor, coceira ou ardência no local.
  • Feridas após a ruptura das bolhas.
  • Febre.
  • Mal-estar geral.
  • Dor ao urinar.
  • Aumento dos gânglios linfáticos na virilha.

Essa fase pode durar de uma a três semanas. Com o tempo, as bolhas estouram e se transformam em pequenas feridas, que cicatrizam espontaneamente.

Recorrências

mulher deitada na cama com aspecto de doente

Após o primeiro episódio, o vírus permanece “adormecido” nos nervos da região infectada. Em algumas pessoas, ele pode reativar-se, provocando sintomas semelhantes, mas geralmente mais leves e de menor duração.

Os gatilhos mais comuns para a reativação do vírus incluem:

  • Estresse emocional.
  • Doenças que afetam o sistema imunológico.
  • Cansaço físico extremo.
  • Exposição solar intensa (em casos de herpes labial).
  • Menstruação.

Em alguns casos, as recorrências podem ser frequentes nos primeiros anos após a infecção e, com o tempo, tornarem-se mais raras.

Diagnóstico

O diagnóstico do herpes genital pode ser feito com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais. Os principais métodos diagnósticos incluem:

  • Exame clínico: o médico observa as lesões características e avalia a história clínica do paciente.
  • Cultura viral: coleta do líquido das bolhas para identificar o vírus.
  • Teste de PCR (reação em cadeia da polimerase): detecta o material genético do vírus e é mais sensível do que a cultura.
  • Testes sorológicos (exames de sangue): detectam anticorpos contra o HSV-1 e HSV-2. São úteis quando não há lesões visíveis, mas há suspeita de infecção.

O diagnóstico precoce é fundamental para orientar o tratamento adequado, reduzir a transmissão e melhorar a qualidade de vida da pessoa diagnosticada.

Tratamento

Embora não exista cura definitiva para o herpes genital, os tratamentos disponíveis são eficazes para controlar os sintomas, reduzir o número de surtos e minimizar o risco de transmissão para outras pessoas.

Os principais medicamentos utilizados são os antivirais, podendo ser usados de duas maneiras:

1. Tratamento episódico

Utilizado quando surgem os sintomas. Deve ser iniciado o mais cedo possível, idealmente nas primeiras 24 horas após o aparecimento das lesões, para reduzir a duração e a intensidade do surto.

2. Terapia supressiva

Indicada para pessoas com surtos recorrentes (geralmente mais de 6 episódios por ano) ou com risco elevado de transmissão para parceiros. Consiste no uso diário de antivirais para suprimir o vírus, reduzir a frequência das recorrências e diminuir as chances de transmissão.

Além dos antivirais, o médico pode prescrever analgésicos e pomadas para aliviar a dor e o desconforto local.

Herpes genital e gravidez

mulher gestante

Mulheres grávidas com herpes genital precisam de atenção especial, principalmente se o primeiro episódio ocorrer no final da gestação. A infecção pode ser transmitida ao bebê durante o parto vaginal, o que pode levar a complicações graves.

Para reduzir esse risco, as estratégias incluem:

  • Uso de antivirais durante as últimas semanas da gestação para prevenir surtos.
  • Avaliação da presença de lesões ativas no momento do parto.
  • Indicação de cesariana se houver sinais ativos da infecção genital.

É essencial que gestantes com diagnóstico de herpes genital sejam acompanhadas de perto por seu obstetra.

Como prevenir a transmissão?

pessoas com camisinha na mão

A prevenção do herpes genital envolve uma combinação de medidas comportamentais e o uso de métodos de proteção durante as relações sexuais.

Dicas importantes:

  • Use preservativos: ainda que não ofereçam proteção total (porque o vírus pode estar em áreas não cobertas pelo preservativo), reduzem significativamente o risco.
  • Evite relações sexuais durante surtos: é nesse período que a carga viral é mais alta e o risco de transmissão é maior.
  • Avise ao parceiro: a comunicação aberta sobre o diagnóstico é fundamental para que ambos possam tomar decisões conscientes.
  • Use antivirais preventivamente: especialmente em relacionamentos estáveis, quando uma das pessoas tem o vírus e a outra não.
  • Evite compartilhar objetos de uso íntimo: como toalhas, roupas de banho ou brinquedos sexuais sem adequada higienização.

Herpes genital e vida sexual

Receber o diagnóstico de herpes genital pode provocar medo, vergonha ou insegurança. No entanto, com o tratamento adequado e o apoio correto, é possível manter uma vida sexual saudável, segura e satisfatória.

É fundamental lembrar:

  • O herpes não define quem você é.
  • A maioria das pessoas sexualmente ativas estará exposta ao vírus em algum momento da vida.
  • Informação de qualidade e diálogo são as principais ferramentas contra o estigma.

Conversar com o parceiro, usar proteção e seguir as orientações médicas garantem segurança emocional e física.

Aspectos psicológicos e estigma

mulher preocupada

O impacto emocional do diagnóstico de herpes genital é muitas vezes subestimado. Muitas pessoas relatam sentimentos de culpa, vergonha ou medo da rejeição. É importante lembrar que:

  • O herpes é uma condição médica comum, e não um reflexo do valor ou da moralidade de ninguém.
  • O apoio psicológico pode ser necessário, especialmente nos primeiros meses após o diagnóstico.
  • Ter informação clara e honesta reduz o sofrimento e ajuda na adaptação ao diagnóstico.

Promover a empatia, combater o preconceito e desmistificar a doença são medidas essenciais para reduzir o sofrimento das pessoas afetadas.

Quando procurar ajuda médica?

dra Talyta Vasconcelos ginecologista

Procure um profissional de saúde sempre que:

  • Houver suspeita de lesões genitais.
  • Surgirem sintomas como dor, coceira ou feridas incomuns na região íntima.
  • Você tiver dúvidas sobre uma possível exposição ao vírus.
  • For necessário avaliar o início de uma terapia antiviral.
  • Estiver enfrentando dificuldades emocionais relacionadas ao diagnóstico.

O acompanhamento médico é essencial não apenas para o controle dos sintomas, mas também para orientar decisões de saúde sexual e reprodutiva.

O herpes genital é uma infecção comum, que pode ser controlada com tratamento e hábitos de prevenção. Apesar de não ter cura definitiva, é possível conviver com o diagnóstico de maneira saudável, informada e segura. O combate ao estigma e a disseminação de informações confiáveis são passos fundamentais para que as pessoas afetadas recebam o cuidado que merecem, sem julgamento.

Se você tem herpes genital, saiba que não está sozinho. Busque acompanhamento médico, cuide de sua saúde mental e mantenha uma vida ativa e equilibrada. A informação é o melhor remédio contra o medo.

Leia mais: Herpes genital: 5 dicas para evitar o contágio https://dratalytavasconcelos.com.br/a-importancia-da-educacao-sexual-para-as-adolescentes/: Herpes genital: 5 dicas para evitar o contágio https://dratalytavasconcelos.com.br/contracepcao-e-saude-mental-a-relacao-entre-hormonios-e-transtornos-psiquiatricos/: Herpes genital: 5 dicas para evitar o contágio

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *