
A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é um dos distúrbios endócrinos e ginecológicos mais comuns entre as mulheres em idade reprodutiva, afetando de 5% a 15% dessa população.
Caracteriza-se por um desequilíbrio hormonal que pode causar irregularidade menstrual, hiperandrogenismo e ovários com aspecto policístico na ultrassonografia. Além disso, a SOP tem um impacto significativo na fertilidade, pois muitas mulheres apresentam dificuldades para engravidar devido os distúrbios ovulatórios.

Apesar de sua alta prevalência, a SOP continua sendo subdiagnosticada, e muitas mulheres só descobrem que possuem a condição quando enfrentam dificuldades para conceber.
Esse diagnóstico tardio pode gerar angústia e frustração, especialmente para aquelas que desejam engravidar. No entanto, com um tratamento adequado, muitas pacientes conseguem restaurar a função ovulatória e alcançar a gravidez, além de melhorar os sinais e sintomas provenientes da patologia.

Dra Talyta Vasconcelos é médica ginecologista com mais de 10 anos de experiência
- –Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
- –Mestre em Tecnologia e Saúde pela UEPB
- –Especialista em laserterapia e radiofrequência íntima
- –Pós-graduação em Sexualidade
- –Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande- PB

Quem sou eu?
Com muito carinho, venho me apresentar: sou a Dra. Talyta Vasconcelos!
É com alegria que compartilho minha trajetória. Sou graduada em Medicina pela renomada Universidade Federal de Campina Grande – PB e tive a satisfação de concluir minha residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena – PE. Além disso, fui agraciada com a oportunidade de realizar meu Mestrado em Tecnologia em Saúde pela UEPB – PB.
Atualmente, me dedico a compartilhar minha paixão pelo cuidado e pela saúde da mulher como professora substituta na disciplina de Ginecologia na Universidade Federal de Campina Grande – PB. No meu consultório, atuo na ginecologia geral, focando nas cirurgias ginecológicas e em métodos contraceptivos de longo prazo, como dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, além das cirurgias estéticas íntimas.
Estou aqui para cuidar da sua saúde íntima com todo o carinho, atenção e delicadeza que você merece. Vamos juntas nessa jornada!
Áreas de Atuação
Além de realizar consultas e exames de rotina ginecológica para mulheres de todas as idades, a Dra Talyta tem experiência nas seguintes áreas:
- Tratamento do HPV
- Cirurgias ginecológicas
- Laser íntimo
- Implante hormonal contraceptivo
- Inserção de DIU hormonais e não-hormonais
- Tratamento da menopausa
- Sexualidade Humana
- Prevenção e tratamento de câncer do colo do útero
Além disso, a Dra. Talyta realiza os exames de Papanicolau e Colposcopia em seu consultório

Diagnóstico da Síndrome do ovário policístico (SOP)

O diagnóstico da SOP é baseado nos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três critérios a seguir:
- Irregularidade menstrual: Ciclos longos (oligomenorréia) ou ausência de menstruação (amenorréia) devido a anovulação crônica.
- Hiperandrogenismo: Presença de sintomas como acne, hisurtismo (crescimento excessivo de pelos em regiões tipicamente masculinas) e queda de cabelo (alopecia androgenética). O hiperandrogenismo também pode ser confirmado por exames laboratoriais, como a análise dos níveis do FSH, do LH, do estradiol, dos níveis de testosterona total e livre, dentre outros hormônios.
- Ovários policísticos na ultrassonografia: A presença de 12 ou mais pequenos folículos em cada ovário (entre 2 e 9 mm) ou aumento do volume ovariano.

Além desses critérios, exames laboratoriais podem ser solicitados para descartar outras causas de hiperandrogenismo e avaliar possíveis alterações metabólicas associadas, como resistência à insulina, diabetes tipo 2 e dislipidemia, as quais também fazem parte da síndrome.
Impacto da síndrome do ovário policístico na fertilidade
A fertilidade das mulheres com SOP pode ser afetada de diversas formas, principalmente devido à disfunção ovulatória. Em muitos casos, a ovulação ocorre de maneira irregular ou não acontece, tornando mais difícil a concepção. Além disso, outros fatores podem contribuir para os desafios reprodutivos da mulher com SOP:

- Ciclos menstruais anovulatórios: A ausência de ovulação significa que não há liberação do óvulo para ser fecundado, reduzindo as chances de gravidez.
- Ambiente hormonal desfavorável: O excesso de androgênios pode interferir na qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião.
- Resistência à insulina e obesidade: Ambas as condições são comuns na SOP e podem prejudicar a função ovariana, além de aumentar o risco de aborto espontâneo e diabetes gestacional.
- Inflamação crônica: Mulheres com SOP frequentemente apresentam marcadores inflamatórios elevados, o que pode afetar negativamente a receptividade endometrial e a qualidade do óvulo.
Mesmo com essas dificuldades, muitas mulheres com SOP conseguem engravidar naturalmente ou com o auxílio de tratamentos específicos, como indutores da ovulação e técnicas de reprodução assistida.
Como melhorar a fertilidade?

O tratamento para mulheres com SOP que desejam engravidar é baseado na indução da ovulação e no controle dos fatores metabólicos que podem prejudicar a fertilidade. As abordagens incluem:
- Mudanças no estilo de vida: A perda de peso, mesmo que moderada (5-10% do peso corporal), pode restaurar a ovulação espontânea em muitas mulheres.
- Indutores da ovulação: Medicamentos são comumente usados para estimular a ovulação em mulheres com SOP.
- Metformina: Além de melhorar a sensibilidade à insulina, esse medicamento pode ajudar a restaurar a ovulação.
- Gonadotrofinas: Para mulheres que não respondem aos indutores orais, o uso de hormônios injetáveis pode ser necessário.
- Técnicas de reprodução assistida: Para casos mais complexos, tratamentos como a fertilização in vitro (FIV) podem ser indicados.

Outros tratamentos para a SOP (Síndrome do ovário policístico)
Para mulheres que não desejam engravidar imediatamente, outras abordagens terapêuticas podem ser adotadas para o controle dos sintomas da SOP:
- Anticoncepcionais hormonais combinados: Regulam o ciclo menstrual e reduzem os efeitos do hiperandrogenismo, como acne e hisurtismo.
- Antiandrogênicos: A espironolactona e a finasterida podem ajudar a reduzir os efeitos do excesso de androgênios na pele e nos cabelos.
- Dieta e exercícios físicos: Uma alimentação balanceada e a prática de atividade física regular são fundamentais para melhorar a resistência à insulina e reduzir os riscos metabólicos.
- Terapias alternativas: Algumas mulheres relatam melhora dos sintomas com o uso de suplementos como inositol, vitamina D e ômega-3, embora mais estudos sejam necessários para comprovar sua eficácia.
Impacto da síndrome do ovário policístico na saúde mental

Mulheres com SOP apresentam maior risco de desenvolver transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). O desequilíbrio hormonal afeta neurotransmissores importantes, como serotonina e dopamina, contribuindo para alterações no humor e na autoestima.
Além disso, os sintomas físicos da SOP, como o ganho de peso, a acne e o crescimento excessivo de pelos, podem impactar negativamente a autoimagem e a qualidade de vida.
O suporte psicológico e as terapias comportamentais, como a terapia cognitivo-comportamental, podem ser úteis para ajudar as pacientes a lidarem com esses desafios.
3 pilares fundamentais para o controle da SOP
- Dieta saudável
- Atividade física regular
- Uso de suplementos/ medicamentos sob orientação médica
Conclusão
A Síndrome do Ovário Policístico é uma condição multifacetada que exige um tratamento individualizado e multidisciplinar. Embora a SOP possa afetar a fertilidade, muitas mulheres conseguem engravidar com intervenções adequadas, que incluem mudanças no estilo de vida, indução da ovulação e, em alguns casos, técnicas de reprodução assistida.

Além disso, o manejo adequado dos sintomas metabólicos e hormonais é essencial para garantir uma melhor qualidade de vida e reduzir os riscos a longo prazo.
Vale lembrar que a SOP não tem cura, mas existe o controle com a prática da atividade física regular, o hábito da alimentação saudável pobre em carboidratos e açúcares, associados às medicações necessárias. Cada paciente é única e o tratamento deve ser individualizado.
A conscientização sobre a SOP e o acesso a informações baseadas em evidências científicas são fundamentais para um tratamento eficaz. Com um acompanhamento médico adequado e o apoio de profissionais de diferentes áreas, as mulheres com SOP podem alcançar um maior equilíbrio hormonal, melhorar sua saúde mental e reprodutiva e levar uma vida mais saudável e plena.
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