
A endometriose é uma doença ginecológica que ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce fora dele. É uma doença crônica que pode causar dores pélvicas, infertilidade e outros sintomas.
Aproximadamente 18% das mulheres são diagnosticadas com endometriose. A porcentagem de mulheres com endometriose é maior em mulheres que têm infertilidade (aproximadamente 30%) e em mulheres que têm dor pélvica crônica (aproximadamente 40%).
A idade média de diagnóstico é de 28 anos, mas a endometriose também pode surgir em adolescentes.

Dra Talyta Vasconcelos é médica ginecologista com mais de 10 anos de experiência
- Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
- Mestre em Tecnologia e Saúde pela UEPB
- Especialista em laserterapia e radiofrequência íntima
- Pós-graduação em Sexualidade
- Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande- PB
Quem sou eu?
Com muito carinho, venho me apresentar: sou a Dra. Talyta Vasconcelos!
É com alegria que compartilho minha trajetória. Sou graduada em Medicina pela renomada Universidade Federal de Campina Grande – PB e tive a satisfação de concluir minha residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena – PE. Além disso, fui agraciada com a oportunidade de realizar meu Mestrado em Tecnologia em Saúde pela UEPB – PB.
Atualmente, me dedico a compartilhar minha paixão pelo cuidado e pela saúde da mulher como professora substituta na disciplina de Ginecologia na Universidade Federal de Campina Grande – PB. No meu consultório, atuo na ginecologia geral, focando nas cirurgias ginecológicas e em métodos contraceptivos de longo prazo, como dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, além das cirurgias estéticas íntimas.
Estou aqui para cuidar da sua saúde íntima com todo o carinho, atenção e delicadeza que você merece. Vamos juntas nessa jornada!

Áreas de Atuação
Além de realizar consultas e exames de rotina ginecológica para mulheres de todas as idades, a Dra Talyta tem experiência nas seguintes áreas:
- Tratamento do HPV
- Cirurgias ginecológicas
- Laser íntimo
- Implante hormonal contraceptivo
- Inserção de DIU hormonais e não-hormonais
- Tratamento da menopausa
- Sexualidade Humana
- Prevenção e tratamento de câncer do colo do útero
Além disso, a Dra. Talyta realiza os exames de Papanicolau e Colposcopia em seu consultório

O que causa a endometriose?

Não se sabe exatamente qual é a causa da endometriose, mas existem várias teorias:
- Pequenos fragmentos do revestimento uterino (endométrio) que são eliminados durante a menstruação podem subir pelas trompas de Falópio em direção aos ovários, adentrando a cavidade abdominal, em vez de descer pela vagina e sair do corpo da mulher na menstruação.
- As células do endométrio (células endometriais) podem ser transportadas para outro local pelos vasos sanguíneos ou linfáticos.
- As células localizadas fora do útero podem se transformar em células endometriais.
Estudos mostram que as mulheres que desenvolvem a endometriose têm uma falha no sistema imunológico, permitindo a fixação das células endometriais (durante o período menstrual) em diversos locais na cavidade uterina como por exemplo: ovários, intestino, bexiga, dentre outros órgãos.
O tecido endometrial ectópico reage aos hormônios da mesma maneira que o tecido endometrial normal reage a eles durante o ciclo menstrual. Portanto, os implantes endometriais podem causar sangramento e dor, sobretudo antes e durante a menstruação. A gravidade dos sintomas e dos efeitos da doença na fertilidade da mulher e no funcionamento dos órgãos varia muito de mulher para mulher.
À medida que a doença progride, o tecido endometrial ectópico tende a aumentar gradualmente de tamanho. Ele também pode se espalhar para novos locais. No entanto, a quantidade de tecido e o quão rápido a endometriose avança são fatores extremamente variáveis. O tecido pode permanecer na superfície das estruturas ou pode penetrá‑las profundamente (invadir) e formar nódulos.
A endometriose às vezes é hereditária e mais comum entre parentes de primeiro grau (mães, irmãs e filhas) de mulheres que têm endometriose. Ela tem mais propensão de ocorrer em mulheres com as características a seguir:
- Tiveram o primeiro bebê após os 30 anos de idade
- Nunca tiveram um bebê
- Começaram a ter a menstruação antes da época normal ou pararam de menstruar depois da época normal
- Têm ciclos menstruais curtos (inferior a 27 dias) com menstruações com fluxo intenso que duram mais de oito dias
- Têm determinadas anomalias estruturais do útero
Sintomas
Os três sintomas clássicos da endometriose são:
-Dor durante o ciclo menstrual (dismenorréia)
-Dor durante a relação sexual (dispareunia)
-Infertilidade

A mulher também pode sentir dor na parte inferior do abdômen e na região pélvica não relacionada ao ciclo menstrual.
A gravidade dos sintomas da endometriose não depende da quantidade de tecido endometrial ectópico. Algumas mulheres com alto volume de tecido ectópico não apresentam os sintomas. Outras, até mesmo com uma pequena quantidade, sentem dores incapacitantes. Em muitas mulheres, a endometriose não causa dor até anos depois de a doença ter começado a se desenvolver. Para algumas mulheres, a relação sexual tende a ser dolorosa, sobretudo antes ou durante a menstruação.
A dor geralmente varia de intensidade durante o ciclo menstrual, ficando mais forte antes e durante a menstruação. É possível que ocorram irregularidades menstruais, tais como sangramento menstrual intenso e manchas antes da menstruação.
O tecido endometrial ectópico reage aos mesmos hormônios – estrogênio e progesterona (produzidos pelos ovários) – assim como o tecido endometrial normal no útero. Consequentemente, o tecido ectópico sangra durante a menstruação, causando dores intensas e a inflamação.
Os sintomas também variam dependendo do local onde o tecido endometrial se encontra. Possíveis sintomas de acordo com a localização:
- Ovários: A formação de uma massa cheia de sangue (endometrioma) que, caso se rompa, vaze ou torça, pode causar dor e, às vezes, náusea e vômito
- Intestino grosso: Inchaço abdominal, dor durante as evacuações, ou diarreia ou constipação, sangramento retal durante a menstruação
- Bexiga: Dor acima do osso púbico, ao urinar, urina com sangue e uma necessidade frequente e urgente de urinar
O tecido endometrial ectópico e o sangramento causado por ele podem causar irritação nos tecidos próximos. Assim, pode haver a formação de tecidos cicatriciais, às vezes na forma de faixas de tecido fibroso (aderências) entre as estruturas abdominais. O tecido endometrial ectópico e as aderências podem interferir no funcionamento dos órgãos, modificando a anatomia natural desses órgãos.
Durante a gravidez, é possível que a endometriose fique temporariamente ou, às vezes, permanentemente inativa (entrar em remissão). A endometriose tende a ficar inativa após a menopausa, já que tanto a concentração de estrogênio como a de progesterona diminuem.
Diagnóstico
Pode ser feito pela médica ginecologista diante da história clínica da paciente, juntamente com a realização de exames não-invasivos: ressonância magnética de pelve com contraste e/ou a ultrassonografia de abdômen total com preparo para pesquisa de endometriose.

Ambos os exames podem fornecer informações acerca da presença da doença e avaliação da gravidade do quadro. Porém, caso esses exames se apresentem como “normais”, não significa que a paciente esteja livre da doença.
Isto acontece devido o fato de que, inicialmente, a endometriose causa intensas dores menstruais, mas ao longo dos anos a doença vai ficando mais profunda e a dor vai reduzindo. Esse é um dos motivos que dificulta o diagnóstico precoce da patologia.
Outra questão importante de citar é: AS MULHERES COM ENDOMETRIOSE NÃO DESENVOLVEM OS MESMOS SINTOMAS.
Isto é, algumas pacientes já sentem cólicas intensas desde a menarca (primeira menstruação), enquanto outras só descobrem a doença após o diagnóstico de infertilidade (tentando engravidar há mais de 1 ano sem sucesso).
Padrão ouro do diagnóstico
A principal forma de detectar a presença da endometriose é a partir da realização da Videolaparoscopia exploradora, onde o médico cirurgião irá encontrar os focos de endometriose e os retira para biópsia. Por ser um método invasivo, não é indicado de rotina.
O diagnóstico da endometriose pode ser tardio, pois o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode variar de 4 a 11 anos.
Classificação
Os médicos classificam a endometriose como sendo mínima (estádio I), leve (estádio II), moderada (estádio III) ou grave (estádio IV) tomando por base as seguintes características:
- A quantidade de tecido ectópico
- Sua localização
- Sua profundidade (se ele se encontra na superfície ou afetou profundamente o órgão)
- A presença e o número de endometriomas e aderências
Tratamento
O tratamento depende dos sintomas da mulher, dos planos para gravidez e da idade, assim como do grau da endometriose.
Medicamentos usados para tratar a endometriose
Em geral, os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são administrados para aliviar a dor. Talvez eles sejam suficientes caso os sintomas sejam leves e a mulher não pretenda engravidar.
Os contraceptivos hormonais podem ser receitados para inibir a atividade dos ovários e, assim, retardar o crescimento do tecido endometrial ectópico e reduzir o sangramento e a dor. Os contraceptivos hormonais são receitados principalmente para mulheres que não pretendem engravidar em breve. Os contraceptivos orais podem ser tomados continuamente, especialmente se a dor for mais forte durante a menstruação. Os seguintes medicamentos costumam ser usados:
- Contraceptivos orais combinados (estrogênio com progestágeno)
- Progestágeno isolado, para mulheres que não podem receber terapia com estrogênio
Cirurgia para endometriose

Para a maioria das mulheres com endometriose moderada a grave, o tratamento mais eficaz é a remoção ou eliminação do tecido endometrial ectópico e dos endometriomas quando as terapias medicamentosas não são suficientes para promover uma boa qualidade de vida para essa paciente.
Normalmente, esses procedimentos cirúrgicos são feitos por uma laparoscopia abdominal, através de uma pequena incisão feita próxima ao umbigo. Esse tratamento talvez seja necessário quando
- Os medicamentos não conseguem aliviar as intensas dores na região abdominal inferior ou na pelve
- As aderências pélvicas causam sintomas significativos
- O tecido endometrial ectópico bloqueia uma ou ambas as trompas
- A endometriose causa dor intensa durante as relações sexuais
Algumas mulheres que têm endometriose podem engravidar com técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro.
A remoção cirúrgica do tecido endometrial ectópico é apenas uma medida temporária. Depois que o tecido é retirado, a endometriose reaparece na maioria das mulheres, a menos que elas tomem medicamentos para inibir a ação dos ovários, ou que os ovários sejam removidos.
A remoção do útero, mas não dos ovários (histerectomia sem salpingo-ooforectomia bilateral), costuma ser indicada para mulheres que não planejam engravidar, especialmente quando os medicamentos não aliviam a dor pélvica ou abdominal.
Às vezes, é preciso remover os dois ovários juntamente com o útero. Esse procedimento é denominado histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral. Ele tem os mesmos efeitos que a menopausa pois, assim como na menopausa, ocorre a redução na concentração de estrogênio.
Uma histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral pode ser realizada, por exemplo, nas seguintes situações:
- Quando uma mulher, que geralmente está perto da menopausa ou não quer mais engravidar, deseja receber um tratamento definitivo (para eliminar completamente o distúrbio)
- Quando houver ocorrido recorrência da endometriose, geralmente em várias ocasiões
Fatores que ajudam no controle dos sintomas

-Atividade física regular
-Alimentação saudável rica em alimentos anti-inflamatórios, reduzindo ao máximo açúcares e industrializados.
-Suplementos antioxidantes, como vitaminas, coenzima Q10 e o ômega 3 podem auxiliar no combate à inflamação causada pela doença.

endometrio de 7mm compativel com fase secretora ovario direito com parede hiperecoica irregular com conteudo hemorragico e intensa vascularizacao periferica em anel e corpo luteo pode ser o inicio de uma gestacao?
Olá! Pode sim