
HPV é a sigla para Papilomavírus Humano, um vírus que infecta a pele e as mucosas do corpo. É a IST (Infecção Sexualmente Transmissível) mais comum no mundo.
Existem mais de 150 tipos de HPV, sendo a maioria inofensiva. No entanto, alguns podem causar verrugas e lesões precursoras de câncer.

Dra Talyta Vasconcelos é médica ginecologista com mais de 10 anos de experiência
- Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)
- Mestre em Tecnologia e Saúde
- Especialista em laserterapia e radiofrequência íntima
- Pós-graduação em Sexualidade
- Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Campina Grande- PB
Quem sou eu?
Com muito carinho, venho me apresentar: sou a Dra. Talyta Vasconcelos!
É com alegria que compartilho minha trajetória. Sou graduada em Medicina pela renomada Universidade Federal de Campina Grande – PB e tive a satisfação de concluir minha residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena – PE. Além disso, fui agraciada com a oportunidade de realizar meu Mestrado em Tecnologia em Saúde pela UEPB – PB.
Atualmente, me dedico a compartilhar minha paixão pelo cuidado e pela saúde da mulher como professora substituta na disciplina de Ginecologia na Universidade Federal de Campina Grande – PB. No meu consultório, atuo na ginecologia geral, focando nas cirurgias ginecológicas e em métodos contraceptivos de longo prazo, como dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, além das cirurgias estéticas íntimas.
Estou aqui para cuidar da sua saúde íntima com todo o carinho, atenção e delicadeza que você merece. Vamos juntas nessa jornada!

Áreas de Atuação
Além de realizar consultas e exames de rotina ginecológica para mulheres de todas as idades, a Dra Talyta tem experiência nas seguintes áreas:
- Tratamento do HPV
- Cirurgias ginecológicas
- Laser íntimo
- Implante hormonal contraceptivo
- Inserção de DIU hormonais e não-hormonais
- Tratamento da menopausa
- Sexualidade Humana
- Prevenção e tratamento de câncer do colo do útero
Além disso, a Dra. Talyta realiza os exames de Papanicolau e Colposcopia em seu consultório

Sinais e sintomas
A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses até anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu). Em alguns pacientes, podem surgir as famosas verrugas genitais com resolução espontânea, fazendo com que o paciente não procure ajuda médica.
Imunidade
A diminuição da resistência/ imunidade do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento das lesões. A maioria das infecções tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em um período aproximado de até 24 meses.
Primeiros sinais
As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.
Diagnóstico
O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.

Os principais sintomas do HPV são:
- Verrugas na região genital, ânus e boca
- Coceira no local das verrugas
- Lesões clínicas:
- se apresentam como verrugas na região genital e no ânus (denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”).
- Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e solidas).
- Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local.
- Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.
- Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu):
- Podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas
- Não apresentam sinal/sintoma.
- Podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver o câncer.
Podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal e/ou região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.
Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe (Papilomatose Respiratória Recorrente).
O HPV pode ser diagnosticado por médicos ginecologistas, urologistas ou proctologistas.
A melhor forma de prevenção é a vacinação e o uso de preservativo. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo SUS.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está associada a mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero e de ânus. E a mais da metade dos casos de câncer na vulva, pênis e orofaringe. Além disso, 90% das verrugas genitais são provocadas pela doença.
Tratamento
O tratamento das verrugas anogenitais (região genital e no ânus) consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume.
- Deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos;
- São químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade;
- Podem ser domiciliares (autoaplicados: imiquimode, podofilotoxina) ou ambulatoriais (aplicado no serviço de saúde: ácido tricloroacético – ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia), conforme indicação profissional para cada caso;
Prevenção

Está associado ao desenvolvimento da quase totalidade dos cânceres de colo de útero, bem como a diversos outros tumores em homens e mulheres. Além disso, provoca verrugas anogenitais (região genital e no ânus), a depender do tipo de vírus.
A vacina HPV quadrivalente, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), previne contra essas complicações e está disponível, gratuitamente, nos cerca de 38 mil postos de vacinação pelo Brasil.
A taxa de infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) na genital atinge 54,4% das mulheres que já iniciaram a vida sexual e 41,6% dos homens. Os resultados são da pesquisa nacional sobre o tema, encomendada pelo Ministério da Saúde e feita por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). Os números referem-se à modalidade de alto risco da doença.
Antes, a vacina era aplicada apenas em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e em pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (imunossuprimidos). Desde agosto, passou também a ser oferecida a vítimas de abuso sexual. A decisão de ampliar o público-alvo se alinha à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Pan-Americana de Infectologia (API).
Esquema vacinal do HPV
Vacinar-se contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de dose única;
- Mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, com esquema de três doses independentemente da idade, aplicadas aos 0 – 2 – 6 meses (segunda dose dois meses após a primeira e terceira 6 meses após a primeira dose);
- Vítimas de abuso sexual, imunocompetentes, de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto, com esquema de 2 doses para as pessoas de 9 a 14 anos e 3 doses para as pessoas de 15 a 45 anos;
- Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de HIV, com idade de 15 a 45 anos, que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto (de acordo com esquema preconizado para idade ou situação especial), com esquema de 3 doses.
- Pacientes portadores de Papilomatose Respiratória Recorrente/PRR a partir de 2 anos de idade.
- A vacina não previne infecções por todos os tipos de HPV, mas é dirigida para os tipos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18.
Citologia oncótica / Papanicolau

O exame preventivo contra o HPV, o Papanicolau é um exame ginecológico preventivo mais comum para identificar de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Esse exame ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas antes de se tornarem câncer.
O exame não é capaz de diagnosticar a presença do vírus, no entanto, é considerado o melhor método para detectar câncer de colo do útero e suas lesões precursoras.
O câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero. A principal causa é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que é transmitido sexualmente.
Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir 100% dos casos, por isso é muito importante que as mulheres façam o exame de Papanicolau regularmente.
Preservativo
O uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal).

A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.
Fonte
Site do Ministério da Saúde